Pink money: o poder de consumo do vale

Pink money é um termo que se refere ao poder de compra do vale. A comunidade LGBTQI+ é responsável por movimentar mais de três trilhões de dólares ao redor do mundo, de acordo com pesquisa realizada pela Out Now. Este movimento fez com que o mercado voltasse suas atenções para o vale, que passou a ter algum espaço na publicidade.


Desde campanhas de dia dos namorados até - mais recentemente - de dia dos pais, aos poucos, as grandes empresas passaram a tentar se comunicar com o público LGBTQI+.


As marcas começaram a falar sobre inclusão e empoderamento, incluir LGBTs nas suas representações de famílias e a marcar presença na Parada da Diversidade. O vale se tornou um nicho de mercado tão consolidado, que as escolas de marketing, hoje, oferecem cursos que ensinam as marcas a se comunicarem conosco.

O objetivo final é a comercialização de produtos para o público LGBTQI+. Para isto, muitas vezes, elementos da cultura queer se convertem em marketing. E aí que está a origem do problema.

Em grande parte das vezes, o apoio das empresas à causa não passa de um discurso vazio: ele é mercadológico, tem como intuito o lucro e não se converte em transformação social. Ou seja: não passa de lacração.


Além disso, normalmente, as grandes empresas focam nos membros mais privilegiados e com maior poder aquisitivo da sigla. E a gente sabe que, quando se trata das pautas LGBTQI+, ou vamos todes juntes, ou a coisa não flui, né? Por isso, é importante refletir a respeito de para onde vai o nosso tão suado dinheirinho cor-de-rosa. E, sempre que possível, valorizar os trabalhos de artistas do vale, de pequenos empreendedores e daquelas empresas que promovem um trabalho inclusivo consistente.

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