Precisamos falar sobre o mês da consciência negra

20 de novembro marca o dia da Consciência Negra no Brasil. A data foi escolhida devido a morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares e um dos maiores símbolos das lutas enfrentadas pela população negra brasileira. Zumbi foi assassinado enquanto lutava pelos direitos do seu povo.

O Movimento #BlackLivesMatter foi um dos momentos históricos mais significativos de 2020 | Crédito da imagem: Unsplash | #PraCegoVer: A imagem mostra várias pessoas abaixadas em um protesto, uma mão segura um cartaz dizendo “No justice, no Peace”, que na língua português significa: “Sem justiça, sem paz”.


2020 foi um ano marcado por significativos momentos históricos, entre eles o movimento #BlackLivesMatter, originado entre a população afro-americana através de protestos contra a violência direcionadas às pessoas negras, principalmente a violência policial que ainda ocorre nos Estados Unidos. O estopim do movimento se deu com a morte de George Floyd em maio de 2020, um homem negro que foi asfixiado por um policial branco.


É por todo esse contexto que precisamos falar sobre o mês da consciência negra no Brasil. O racismo estrutural não é uma realidade apenas de outros países, como os Estados Unidos, mas é uma questão muito presente no nosso país. 132 anos se passaram desde a abolição da escravidão no Brasil, mas os resquícios desse período ainda aparecem em diversas esferas da nossa sociedade. Ainda há um abismo racial enorme no país e diversas desigualdades decorrentes disso.


Mas o que podemos fazer enquanto sociedade? Como uma jornalista branca, meu papel é apenas o de estudar e informar sobre o tema. Minha principal tarefa é a de ouvir as histórias, dificuldades, questionamentos e proposições de pessoas negras.


Devemos enxergar o contexto racial do país com olhos menos ingênuos e questionar nossos privilégios enquanto pessoas brancas, além disso é nossa obrigação transformar os ambientes que frequentamos, como nossa casa, trabalho ou universidade. Não tampe os ouvidos para comentários e situações de racismo. E acima de tudo: ouça as pessoas negras a sua volta, preste atenção no que elas têm a dizer.


E se você quer estudar um pouco mais sobre isso, o livro Cartas para Martin escrito pela autora Nic Stone aborda de uma forma bem didática situações que passa um adolescente negro estadunidense. Mas o livro também pode ser facilmente relacionado ao contexto brasileiro. A narrativa aborda a história de Justyce, um menino negro que é detido injustamente. Após o ocorrido, ele começa a escrever cartas para Martin Luther King Jr., como uma tentativa de entender o que está acontecendo e repassar os ensinamentos do ativista político. Esse livro é uma ótima oportunidade para entender mais sobre o movimento #BlackLivesMatter.


Confira e valorize o trabalho de Rapha Natel e Luiza Morgado disponível em nossa loja.


Continue acompanhando nossos conteúdos aqui no blog. E se quiser saber mais, pode acessar nosso Instagram.

0 comentário