• Helena Vicentini

SER ARTISTA, SER LGBTQIA+:representatividade para além das cores do arco-íris

A representatividade LGBTQIA+ é mais que importante nos diversos segmentos e expressões de arte. Mas, quantas pessoas artistas LGBTQIA+ você consome? E quantas trajetórias você conhece?

Helena Vicentini

Arte: Magui


Artistas preenchem a nossa vida por inteiro; nos momentos alegres, mas também nos mais tristes. Poderíamos completar essa página com nomes, ou até mesmo histórias, exemplos que não nos faltariam.


Para além do som, da imagem, do riso solto ou da lágrima, quantas vezes, mesmo que inconscientemente, você buscou em alguém inspiração, ou mais do que isso: representatividade?


A representatividade deve estar – e está – por toda a parte. E, a arte, assim como as mídias, são centrais para a formação e projeção de identidades, bem como suas subjetividades.


Quando pessoas LGBTQIA+ ocupam determinados espaços, assim como mulheres e pessoas negras, podemos realmente ter a visão do mundo com mais diversidade.


Se, por um lado, a população LGBTQIA+ é alvo de discriminações e violência, por outro, também temos que reconhecer que ela tem influenciado de forma marcante as mais diversas manifestações artístico-culturais no Brasil.


No vale, a arte se encontra com a resistência


Ser artista não se resume a estar em palcos ou telas, ou mesmo preencher espaços. Não temos dúvidas de que a arte é música, é dança, é cinema, é teatro. Porém, mais do que isso: a arte é forma de expressão.


E, por esse motivo, a arte nos impacta, nos transforma e nos leva a um mundo melhor, aquele que é – ou ao mesmo quer ser - visto e retratado por ela.


Artistas cumprem um papel fundamental em nossa sociedade, compondo debates, realizando trocas e subvertendo a ordem que nos é imposta. A arte nos permite ir além.

Nos anos 1960 e 1970, grande parte da produção artística e cultural brasileira da comunidade LGBTQIA+ surgiu através dos movimentos da contracultura, que abriam espaço para emergências e vivências não normativas de sexualidade e identidade de gênero durante a ditadura militar.


Sem medo de perder seu público, o artista plástico e escritor Darcy Penteado (1926-1987) foi um dos primeiros intelectuais brasileiros a levantar a bandeira da luta contra o preconceito e discriminação contra homossexuais. Em meio a repressão daquele momento, marcou presença no Lampião da Esquina.


Nesses anos de chumbo, nos palcos do Teatro Rival, no centro do Rio de Janeiro, também brilhava Rogéria: “a travesti da família brasileira”. Para a atriz, o Brasil dos anos 1960 era o melhor lugar do mundo para ser travesti. Mas, evidentemente, nem tudo eram flores.


Muita coisa mudou com o passar dos anos, ou melhor, das ondas. Espaços e Direitos foram conquistados; identidades e vivências passaram a ser reconhecidas. E, junto às possibilidades, novos desafios surgiram.


Em um post anterior, quando falamos sobre “Ser criative na Valejo”, trouxemos alguns dos desafios do meio artístico. Lembram? Se não, corre lá.


É, pensando tanto na importância da representatividade de artistas LGBTQIA+, como nos desafios que nós, da Valejo, defendemos a necessidade de nos organizar como sociedade criativa e independente.


Faça como @lunecornio, @nathallyafaria.artes e una-se ao nosso movimento.


@Lunecornio é ilustrador e designer bissexual e trans, cria arte em aquarelas e pintura digital, principalmente com temas LGBTQIA+ e surrealismo.


@nathallyafaria.artes é artista preta e lésbica, que busca expressar a existência de pessoas pretas e/ou LGBTQIA+ através da arte visual, fazendo com que essas pessoas se sintam representadas de forma sensível e real.


Em nossa loja você encontra arte, moda e expressão. Bora colocar em evidência o trabalho de criatives?

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